quarta-feira, maio 25, 2016

SARNEY GRAVADO: A DELAÇÃO DA ODEBRECHT É METRALHADORA PONTO 100

Há quem ache que a solução para o Poder central, em Brasília é o armagedon. Ou outra passagem bíblica, como o extermínio de Sodoma e Gomorra.

A capital se assemelha no tempo presente a uma latrina de banheiro de rodoviária de Campos. Pra onde você olha, vê sujeira.

O penúltimo escândalo da hora é a gravação da conversa entre o delator Sergio Machado e o highlander, José Sarney. As inconfidências são para todos os fregueses. A matéria é longa, mas, garanto, vale a leitura.

Sirva-se.

Folha de São Paulo.

Sergio Machado, o dedo duro da república podre

PREFEITURA FAZ COMPRA DE MATERIAL DIDÁTICO EM PAPELARIA SUSPEITA

O diligente vereador Marcão Gomes vai acionar o Ministério Público e a Policia Civil para investigarem a controvertida compra de material didático, por parte da prefeitura de Campos, a Jomar Alliance Papelaria e Informatica LTDA, no valor de 3 milhões de reais.

Veja matéria detalhada da jornalista Suzy Monteiro, no jornal Folha da Manhã:



Política

Empresa de fachada ruim recebe R$ 3 mi em um mês

Suzy Monteiro
Foto: Blog Curva do Rio 
Depois da Expoente e da Merlin, empresas que teriam o mesmo CNPJ e receberam cerca de R$ 40 milhões pela compra de materiais didáticos que poderiam ter sido disponibilizados gratuitamente pelo governo federal, a Prefeitura de Campos pagou a uma terceira empresa pelo mesmo serviço. A Jomar Alliance Papelaria e Informática LTDA recebeu desde o dia 25 de abril, três notas que totalizaram R$ 3.072,763,50. O valor é o mesmo do contrato assinado dia 9 de março último. A Jomar está localizada, de acordo com pesquisa na internet, à Rua dos Andradas, 169, sala 301, na cidade do Rio de Janeiro. Na tarde de segunda-feira (23), portas fechadas no local. A fachada denunciava que a empresa precisa empregar o dinheiro recebido em uma reforma urgente. Vereadores de oposição disseram que irão encaminhar o caso ao Ministério Público Federal (MPF), que já investiga os contratos com as outras duas empresas.
No último dia 19, a Jomar recebeu R$ 1.173.689,00, de acordo com o Portal da Transparência. No final de abril, no dia 25, ela já havia recebido duas parcelas: Uma de R$ 1.323.146,50 e outra de R$ 575.928,00.
Um leitor do blog Na Curva do Rio foi ao endereço que consta nos sites e até em contratos com outras prefeituras. No número 169 há aviso de mudança para o número 161 (confira nas fotos ao lado). Já no 161, a imagem é de abandono ou, no mínimo, de descuido para uma empresa ligada ao ramo da Educação e com contrato firmado com o maior município do Norte/Noroeste Fluminense
Nota vermelha — A compra de material didático não tem se refletido em um resultado melhor para a educação em Campos. No ranking do primeiro segmento, que é responsabilidade da Prefeitura, a cidade ficou na última colocação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2012. Dois anos depois, passou para antepenúltimo lugar.
Resposta — Através de nota, a secretaria municipal de Educação informou que a empresa forneceu ao município mais de 30 itens de materiais didáticos, “dentre eles lápis, caderno, borracha, papel A4, caneta para quadro branco, decorrente de procedimento licitatório regularmente deflagrado, nos termos da lei”. O município ainda informou que, “no momento da licitação, a referida empresa apresentou todas as certidões de regularidade, bem como na apresentação das notas fiscais. Informa ainda que todo o material solicitado foi entregue e distribuído nas respectivas unidades escolares”.
Expoente e Merlin na compra de material
Nos anos de 2013 e 2014 o blog “Opiniões”, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa, contou com uma ampla cobertura sobre o caso Expoente. Na época, o vereador Marcão (Rede) tentou buscar informações sobre o contrato, mas a bancada governista negou os requerimentos. Baseado na lei federal 12.527, de acesso à informação, Marcão levou seus pedidos de informação direto à Prefeitura, mas também não obteve resposta.
No início de abril de 2016, a Prefeitura de Campos publicou, em Diário Oficial, o extrato de contrato 011/2016 com a Merlin Sistema de Ensino Ltda. Por aquisição de material, livros didáticos, da educação infantil, maternal até 5º ano do ensino fundamental, prestação de serviços de atendimento aos profissionais da rede municipal de ensino, a empresa receberá R$ 7.568.006,74. O contrato, com inelegibilidade de licitação foi firmado em fevereiro.
A representante do Sepe, Graciete Nunes, critica  a aquisição de material didático: “ Isso fere a autonomia pedagógica dos professores na escolha do material didático. Defendemos a autonomia dos professores”.
Vereadores levarão o caso ao MP Federal
O vereador Marcão disse nessa terça (24) que levará o caso da Jomar ao Ministério Público Federal (MPF): “Esse caso está se desenhando como mais um escândalo. Na Câmara, vou requerer informações de quais são os materiais que foram comprados, quem assinou o recebimento, onde foram entregues e que unidades educacionais foram beneficiadas”.
O vereador Rafael Diniz (PPS) também se manifestou a respeito: “Levaremos o quanto antes esse debate para a Câmara, pois a última coisa que esse local parece ser é uma empresa de material didático. Mais uma vez esse desgoverno demostra trabalhar de forma errada quando o tema é material didático”.
Os dois, junto com os também vereadores Fred Machado (PPS), José Carlos (PSDC), Nildo Cardoso (DEM), Dayvison Miranda (PSDC), Gil Vianna (PSB), Alexandre Tadeu (PRB) e Genásio (PSC), protocolaram, no último dia 13, no MPF representação em face da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e do secretário de Educação, Cultura e Esportes, Frederico Tavares Rangel. O objetivo é buscar informações sobre os contratos firmados entre a Prefeitura de Campos e as empresas Expoente e Merlin. De acordo eles, já foram gastos mais de R$ 40 milhões com materiais que poderiam ter sido disponibilizados gratuitamente pela União

MORTE DAS IRMÃS FOI POR MENINGITE MENINGOCÓCCIA

(arquivo pessoal)
O delegado de Policia Civil, Diego Armond, recebeu o laudo da causa mortis das irmãs, Ana Vitória e Joyci,  de 6 anos e 1 ano e 9 meses, respectivamente, confirmando a suspeita de meningite meningocóccia.

A partir de agora, a Policia adotará as providências.

Leia matéria da Folha da Manhã.

EDUARDO CUNHA CUSTA 500 MIL MENSAIS AO GOVERNO

É de emputecer as almas mais calmas.

Leia matéria do Extra:



Isabel Braga - O Globo
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BRASÍLIA — A Câmara gasta cerca de R$ 400 mil mensais com o custeio da residência oficial que está sendo ocupada pelo deputado Eduardo Cunha, afastado do cargo de Presidente da Casa e do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, Cunha tem direito a salário mensal de R$ 33,7 mil e verba de R$ 92 mil para pagar os funcionários do gabinete, elevando os gastos para mais de R$ 500 mil por mês.
Os dados foram levantados pelo PSOL e estarão em documento a ser entregue à Procuradoria Geral da República junto com pedido de suspensão de pagamento de benefícios a Cunha, garantidos por ato da Mesa Diretora.
Os cálculos incluem o salário pago à servidora da Câmara que administra a residência oficial (R$ 28,2 mil); um contrato de prestação de serviços de copa e cozinha (R$ 35,9 mil, já incluídos os salários de um chefe de cozinha, três cozinheiros, dois auxiliares de cozinha, quatro garçons e duas arrumadeiras) e um contrato de serviço de vigilância terceirizada (R$ 60,3 mil). O partido também incluiu na conta um contrato de R$ 29,3 mil para o pagamento de quatro motoristas.
Para os gastos com a segurança pessoal de Cunha, garantida pelo ato da Mesa Diretora, o PSOL também calculou o pagamento de 16 agentes do Departamento de Polícia da Casa (Depol), estimando um gasto de R$ 217 mil. Há ainda despesas mensais com alimentação, água, luz e telefone, totalizando cerca de R$ 35 mil.
A Diretoria Geral diz não saber o gasto exato com a manutenção da residência oficial. Informa, no entanto, que Cunha usa o automóvel pessoal e um dos veículos da Casa como escolta. No carro pessoal, o motorista é funcionário de seu gabinete. No da escolta, da Câmara.
Além de custear Cunha, a Câmara também terá que achar outro local para a residência oficial, momentaneamente. Exercendo interinamente a função de presidente, Waldir Maranhão (PP-MA) não pode usar a residência, já ocupada por Cunha. Os aliados de Maranhão reivindicaram para ele um local para receber deputados e convidados, além de benefícios como staff presidencial e alimentação.

MPE DE CAMPOS GUARDA EM SILÊNCIO OITIVA DE MARCELO ODEBRECHT

A empresa Odebrecht, protagonista do maior escândalo de corrupção da história moderna do Brasil, fez acordo de leniência com o Judiciário e de delação premiada com o Ministério Público Federal. O seu capo, Marcelo Odebrecht continua preso na carceragem da Policia Federal, em Curitiba.

Recentemente, o promotor Leandro Manhães, do Ministério Público Estadual de Campos, com expressa autorização do juiz Sergio Moro, viajou a capital paranaense e ouviu Marcelo sobre as denúncias de doação de dinheiro para a campanha do clã Garotinho e sobre o contrato da admnistração municipal com a empreiteira, no valor aproximado de 1 bbilhão de reais.

O resultado desta oitiva ainda não foi divulgado.

GAROTINHO INDICA PERSONAGEM QUE PODE DESVENDAR CONTAS DE EDUARDO CUNHA NO EXTERIOR




O Garotinho disse, no seu blog, que o caminho para a descoberta das contas do deputado federal Eduardo Cunha, no exterior, é o doleiro Lucio Funaro.

É público e notório que Cunha e Garotinho foram aliados, o primeiro serviu ao segundo em seu governo e o motivo de seu rompimento nunca ficou, literalmente, explicado.

Alguma coisa me diz que Garotinho sabe o que está falando.

Veja o post no blog.


FOLHA DA MANHÃ: MAIS ROYALTIES E MENOS SAÚDE


O DIARIO DESTACA PAGAMENTO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS


terça-feira, maio 24, 2016

COORDENADORIA REGIONAL CONTINUA OCUPADA POR PROFESSORES

O Diario:



Ocupação segue na regional sem energia e com doações

No segundo dia, movimento recebeu críticas e apoio de estudantes

Ontem (24), foi o segundo dia de ocupação do prédio da Coordenadoria Regional de Educação do Norte Fluminense no Centro de Campos, órgão ligado à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). Mesmo sem o fornecimento de energia, cortado na noite do primeiro dia da ocupação, segunda-feira (23), e alimentação dependendo de doações, cerca de 20 profissionais continuam com a ocupação. Ontem, a mãe de uma aluna se rebelou contra o movimento.

A ocupação do prédio é motivada por uma série de reivindicações da categoria, que está em greve desde março. Entre as reivindicações estão: exoneração imediata de um dos coordenadores da regional, saída do secretário Wagner Victer, eleições para diretores e outras. 

Os profissionais condicionaram a desocupação do prédio à elaboração de um documento da Seeduc informando às escolas que não haverá perda pedagógica para os alunos das escolas ocupadas e em greve.  Em Campos, são nove escolas ocupadas. Viaturas da Polícia Militar continuam no local.

DCE da Uenf, IFF e UFF apóiam

Nesta terça-feira, Ana Márcia Salgado, 36 anos, mãe de uma aluna de 17 anos do Liceu de Humanidades de Campos se rebelou contra a ocupação. Segundo ela, a adolescente não consegue concluir o ensino médio, nem obter a documentação necessária para estudar em São João da Barra. “Ela passou no vestibular e não vai poder ingressar no curso de engenharia em uma universidade particular por causa da greve. Que educação é essa que impede o aluno de estudar?”, questionou.  

Por outro lado, o movimento ganhou apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), do Instituto Federal Fluminense e da Universidade Federal Fluminense (UFF). “Nós do DCE/Uenf entendemos que essa mobilização que vem ocorrendo em todo Estado é primordial para que possamos alcançar respostas de fato do Governo. Essa crise não é tudo que o Estado alarma. A grande questão é que a prioridade tem sido a iniciativa privada. Reconhecemos a luta dos professores e com eles vivemos as mazelas”, disse Gilberto Gomes, diretor do DCE/Uenf.

A Seeduc foi contatada, mas até o fechamento desta edição não enviou posicionamento sobre a ocupação do prédio.
 

UM LIVRO INDISPENSÁVEL

(ascom)

O direito a uma pausa durante o dia


Livro do francês Paul Lafargue, traduzido pelo Alain Pierre, descreve porque a preguiça é uma virtude dos bons trabalhadores


    O livro O direito à preguiça, escrito por Paul Lafargue, publicado pela editora Edipro e traduzido por Alan Pierre Alban François, relata com excelência o pensamento do autor, que estudou o tema desde o início da humanidade.

    Para fortalecer seu pensamento sobre o direito ao ócio como caminho para a construção de um novo mundo, mais humanizado e feliz, Lafargue traçou um itinerário histórico das diversas visões sobre o trabalho até o momento em que foi escrito o seu livro, em meados do século XIX, e em meio às iniciais ideias socialistas, inspiradas no pensamento de Karl Marx e as transformações que vinham ocorrendo com o advento da Revolução Industrial.

   No livro, por meio de suas análises, é possível visualizar as profundas criticas ao padrão capitalista emergente, que inspirado nos princípios teológicos e positivistas, exploravam cada vez mais a força de trabalho. O autor acredita que esta atividade deve ser a essência do homem, proporcionando interação com a natureza e satisfazendo necessidades vitais, e não aquele que perde a condição humana e ganha forma de objeto mercadológico, o qual aceita qualquer situação para exercer a ocupação.

   Segundo Paul, a preguiça é uma virtude, um elemento fortalecedor do corpo e do espírito dos trabalhadores, pois diante dela, poderão denunciar a maldição do trabalho assalariado e expressar a necessidade de superação. Além do mais, acredita que a liberdade e o lazer da humanidade serão conquistados com a implantação volumosa de máquinas.

Se, erradicando de seu coração o vício que a domina e avilta sua natureza, a classe operária se levantasse na sua força tremenda, não para reclamar os “Direitos Humanos”, que não passam de direitos da exploração capitalista, não para reclamar o “Direito ao Trabalho”, que não é senão o direito à miséria, mas para forjar uma lei de ferro que proíba a qualquer homem trabalhar mais de três horas por dia, a Terra, a velha Terra, transbordante de alegria, sentiria pulsar em si um novo universo... Contudo, como pedir a um proletariado corrompido pela moral capitalista tal resolução viril?

   O tradutor, Alan Pierre, realizou diversas pesquisas a respeito dos inúmeros nomes que o autor cita no livro. As referências foram seguras, de modo a ajudar o leitor brasileiro a entender melhor o contexto geral da época e acompanhar claramente a leitura.

   A contribuição de Lafargue é de suma importância nos dias de hoje, visto que diante do papel do trabalho na atualidade, suas ideias são dotadas de competência e originalidade, o que torna a leitura do seu livro uma atividade essencial para a compreensão das condições de vida e trabalho da população em um determinado contexto histórico. Além retratar exemplos que vão ajudar homens e mulheres a visualizarem a importância de aplicar o direito à preguiça nas corporações.

   Além do seu contexto irreverente, o livro recebeu uma “capa divertida” assinada por Paulo F Damasceno, diretor de Arte da DAVID (Agencia do grupo Publicis) e responsável por campanhas incríveis como Galeria em branco da Faber-Castelll.

Sobre o autor:
Paul Lafargue (1842 – 1911) foi um jornalista, escritor e ativista político francês. Genro de Karl Marx, escreveu O Capital – Extratos, um livro que visava popularizar a obra de seu sogro. No entanto, sua publicação de maior sucesso foi O direito à Preguiça, publicado no jornal L’Égalité. Lafargue e sua esposa, Laura, morreram em 26 de novembro de 1911, em um pacto de suicídio.

Sobre o tradutor:
Nascido em Nice, França, Alain Pierre Alban François vive no Brasil desde 1985 e tem atuado como tradutor e intérprete desde 1994. Estudou na Académie de Marseille e possui bacharelado em Letras pela Unicamp. Já traduziu obras de Marquês de Sade e Paul Ricoeur, entre outros grandes autores, além de ter atuado, como intérprete, em eventos de repercussão mundial. Atualmente, vive em São Paulo e colabora com as revistas Educação e Sociedade e Revista Brasileira de Psicanálise.


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Ficha Técnica
Editora: Edipro
Autor: Paul Lafargue
Páginas: 96
Formato: 14x21 cm
ISBN: 978-85-7283-972-3




Lilian Comunica Assessoria de Imprensa e Editorial

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